segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um Triste fim...

''Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos... Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre... Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados... Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos... Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!''
Vinícius de Moraes



P.S. Espero que este dia não chegue ou que demore o máximo possível para chegar, pois quero acreditar que as amizades verdadeiras são para sempre, mesmo que seja ingenuidade minha.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Milagre


[...] É como estar perdido no meio de um deserto. Você anda sem rumo, sem direção, sem saber que caminho seguir, sem saber que decisão tomar, sem saber o que esperar, sem compreender se alguma ajuda chegará. Você tenta seguir em frente, você tenta não desanimar, não desistir tão fácil, mas pouco a pouco as suas forças vão se esvaindo, ao que parece, corpo e mente estão exaustos de tentar em vão. Você está cansado, com sede, sozinho... E ainda continua no meio de um deserto.
Quando tudo parece perdido, quando você se sente fraco e começa a pensar que não vale a pena lutar contra o pessimismo que vai tomando conta do seu ser, você vê alguém no horizonte, alguém que caminha em sua direção disposto a te ajudar... uma miragem ou realidade? Pouco importa, você precisa crer para seguir em frente e neste exato momento você percebe que uma gota de água cai do céu. É a chuva enviada pelo Criador, o teu alento, o teu socorro, o liquido vital que matará tua sede.
Finalmente o auxílio virá, você começa a compreeder que o Criador não desistiu de você e que nunca te abandonou, então você se agarra a essa nova chance com toda a força que ainda lhe resta. Sua fé se renova e você passa a acreditar, a ter esperança de que ainda existe uma chance... de que ainda há uma salvação.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O que ninguém vê

Por trás das lágrimas que escorrem pelo seu rosto... Existe um sorriso que ainda não foi dado.
Por trás do personagem que ele representa... Existe alguém esperando pra viver.
Por trás do medo de errar e não conseguir... Existe uma vontade crescente de insistir e acertar.
Por trás do menino que todos olham... Existe um homem que ninguém vê.
Por trás do homem que segue o seu caminho... Existe um menino que está perdido.
E ele precisa de ajuda e não de pena... Ele precisa acreditar.
Por trás das mentiras que são contadas... Existe uma verdade esperando para aparecer.
Por trás do silêncio que ele carrega... Existem palavras para serem faladas.
Por trás da melancolia que ele sente... Existe uma alegria que quer surgir.
Por trás do tempo que foi perdido... Existe uma culpa por não entender.
Por trás do temor de desanimar... Existe a esperança do que está por vir.
E desesperadamente ele espera pelo socorro do Criador.
O amigo que ele desejou, o sonho que vai chegar... O futuro que ele imaginou e o que realmente virá. O amor que ele espera, a vontade de melhorar... A alegria será certa e ele não desistirá.
O tempo que ele perdeu não vai mais importar... O milagre vai acontecer, ele precisa de ajuda e não de pena... Ele precisa acreditar.

sábado, 15 de agosto de 2009

Entrando no Quarto

A vida é um quarto escuro quando criamos as nossas próprias barreiras sem nem ao menos saber o motivo.
É uma prisão sem janelas nos impossibilitando de ver o nascer do sol, mas permanecemos dentro desse quarto mesmo sabendo que é um erro e tudo isso por uma razão...
Dentro desse quarto nos sentimos protegidos da injustiça dos homens...
Somos apenas nós mesmos...
Sem medo de julgamentos.
Não temos vergonha por chorar...
E ninguém nos impede de sorrir.
Fugimos sabendo que não é a melhor escolha...
Nos escondemos por não saber o que fazer...
Lentamente vamos perdendo a preciosidade que é viver...
E precisamos de ajuda...
[Não de pena]
Precisamos de uma mão amiga!

domingo, 26 de julho de 2009

Pesadelo [Parte III] o final...

[...] Um grito de pânico ressuou pelo quarto, ele piscou algumas vezes tentando enchergar, mas os seus olhos nada viram. Deitado na cama ele tentou lembrar do que havia acontecido, lembrou-se de sangue seguido por uma sensação de calma e derrepente começou a sentir medo, será que tudo aquilo era real? Ele levantou-se depressa e acendeu a luz, começou a olhar o quarto como se procurasse por inimigo que estivesse a espreita, pronto para lhe atacar, mas nada encontrou, ele estava sozinho no quarto, não tinha motivos para temer.
Uma música alta chegou aos seus ouvidos, lembrou que tinha ligado o som antes de adormecer. Sua cabeça doía, suas mãos tremiam e um suor frio escorria pelo seu rosto. Lembrou que também tinha chorado, sua cabeça sempre doía depois que ele chorava. Desligou o som e estava voltando para a cama quando ficou paralizado, um frio percorreu-lhe a espinha e então percebeu porque estava daquele jeito, lembrou-se do sonho perturbador que tivera assim que pegara no sono. Então era isso, tudo não havia passado de um pesadelo, mas novamente o medo começou a crescer em seu peito... Será que tudo aquilo fora realmente só um pesadelo? Ele sabia que amava a vida com paixão, mas as vezes se sentia tão perdido que chegava a pensar em desistir, desistir de tudo... Dos sonhos, dos planos, da vida. Desistir era um desejo insano criado pelos seus medos, alimentado por seus fantasmas e fortalecido por sua covardia. Será que ele tivera coragem de cometer um ato impensado?
Sem aguentar mais essa incerteza, que durara apenas alguns segundos, mas que lhe pareceu uma eternidade, ele olhou para os pulsos... Não havia cortes, não havia marcas, não havia sangue. Ele respirou alíviado e caiu de joelhos, ele não sabia se havia sido corajoso o suficiente para não cometer uma loucura ou covarde o bastante para não conseguir, mas de uma coisa ele estava certo, ele não iria sucumbir a esse desejo insano. No que dependesse dele esse pesadelo nunca se tornaria realidade.

sábado, 25 de julho de 2009

Ato Impensado [Parte II]

[...] Quando ele se deu conta do que tinha acabado de fazer, sua mente se encheu de um medo súbito, ele não pensava que um dia seria capaz de cometer tal ato contra si mesmo, por mais triste e deprimido que estivesse, nunca havia passado por sua cabeça a idéia de colocar um fim em todo aquele sofrimento, utilizando algo tão covarde, mas naquele tarde ele não pensou, ele simplesmente agiu e agora parecia ser tarde demais para querer voltar atrás. Seu pensamento estava confuso e sua boca estava seca, sua respiração estava entrecortada e os seus olhos insistiam em querer fechar. A música alta começava a incomodá-lo, ele tentou levantar para desligar o som, mas o seu corpo não quis obedecê-lo.
Fragmentos do passado dançavam por sua mente como se não percebessem a gravidade do que estava acontecendo. O primeiro dia de aula. O abraço apertado que o pai lhe deu quando se machucou enquanto tentava aprender andar de bicicleta. O castigo que a mãe lhe deu por tirar notas baixas na escola. A felicidade por ganhar um cachorrinho de presente de natal. A morte da avó. A tristeza por ver os outros garotos brincando, enquanto ele estava sozinho. Solidão e Sangue. Então era por isso que ele tinha feito aquilo. Todas aquelas lembranças pareciam tão distantes, pareciam pertencer a outra pessoa, uma outra vida, pois agora ele estava ali, caido no chão, ao lado de sua cama, esperando tua acabar.
Ele sabia que o sangue que escorria eram lágrimas que por muito tempo ficaram guardadas, era a forma que seu corpo havia encontrado de pedir socorro. Os pulsos cortados não mais sentiam a dor. A dor aterrorizante começava a dar lugar ao êxtase encantador, seria isso o tão sonhado descanso? E ele gritou e ninguém ouviu... Ele tentou corre, mas não saiu do lugar. O fim havia chegado, era a esperança de um novo começo e só restava aceitar que nunca iria ser diferente, que seria eternamente assim.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Quarto Escuro [Parte I]

[...] Ele apagou a luz do quarto, se sentou na cama e respirou fundo, ele estava sozinho no silêncio do seu quarto escuro. Ali ele podia ser ele mesmo, sem medos, sem fantasmas, sem preocupações, longe de uma sociedade indiferente e individualista, distante de um lugar sem amor ao próximo. Ele levantou-se, ligou o som no último volume e voltou para a cama. Seus ouvidos não prestavam atenção, mas a música servia para abafar o barulho do seu choro.
Tantas coisas passavam por sua cabeça. Um turbilhão de emoções tomavam conta do seu peito. Dúvidas. Incertezas. Tristeza. Alegria. Fé. Esperança. Passado. Futuro. Um sorriso brotou em seu rosto e lentamente ele foi invadido por uma sensação de alívio, após um desabafo que só ele escutou. Enquanto lágrimas banhavam a sua face, ele teve a certeza de que não desitiria tão fácil e então ele adormeceu no vazio do seu quarto escuro.